O ensino é investir não só na educação dos jovens mas investir num futuro mais auspicioso, contribuindo para uma educação integral; através da obtenção de uma sólida formação, que contemple a aquisição, o aprofundamento e domínio de saberes, aptidões e atitudes, para que estes venham a alcançar patamares de excelência, quer como pessoas, quer como técnicos especializados.

Os desafios de uma economia global e digital, vinculado pela evolução veloz das ciências e da sociedade de informação, despoletam novas incertezas aos responsáveis pelo ensino que moldam a massa que irá ser o sustentáculo do nosso amanhã. Novos riscos e um novo paradigma de sociedade que se quer empreendedora, aberta à inovação, proactiva e indubitavelmente faça do pressuposto de que: “A Ciência é o futuro e quem não a dominar atrasar-se-á irremediavelmente” seja o seu lema.

Na verdade, não há alternativa a não ser apostar no sentido de sermos capazes de competir num mercado global, com uma vasta oferta de produtos e serviços fortemente especializados e que se distinguem, dos demais, pelo seu cariz inovador e sofisticado. É o afirmar-se numa competição de mercado sustentada pelo conhecimento tecnológico que implica, cada vez mais, promover e investir na inovação.

Esta trabalha-se pelos estímulos que somos capazes de projetar (enquanto Professores/Formadores) à matéria-prima (Alunos) que, sabiamente, teremos de ajudar a moldar, partilhar e explorar o saber, e em conjunto encontrar um percurso congruente com estes novos imperativos de dinâmica constante.

O Prémio promovido pela Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola” possibilita o despertar do interesse dos Formandos pelas ciências, através de projetos e desafios inovadores potencializadores do empreendedorismo. Esta iniciativa apela a um caráter vincadamente prático e multidisciplinar, estimulando as várias áreas curriculares no decurso do seu desenvolvimento, e fomentando o envolvimento dos alunos em novas situações de aprendizagem, que lhes permitam constatar a fulcralidade da ciência e do método científico, nas sua integração na cada vez mais exigente sociedade futura.

No que concerne à 14ª Edição referente ao ano letivo, 2016/2017, cuja temática orientava-se para: “Ciência e Tecnologia ao Serviço de um Mundo Melhor”, a EPFafe viu ser selecionada o projeto Skin It. Este nasceu, principalmente, da preocupação com a falta cuidado na exposição solar e dos perigos que radiação UV representa e que nem sempre é fácil de observar.

Na 15ª Edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho, ano letivo a decorrer, 2017/2018, subordinado ao tema: “A Ciência na Escola ao Serviço do Desenvolvimento e da Humanização”, a Escola Profissional de Fafe (EPF) foram aprovadas os seguintes projetos na fase de Concurso de Ideias:

  • AmpARA – Aplicação para Ajuda e Recolha de Animais que permite auxiliar na identificação e localização de animais abandonados.
  • emotivCHAIR – Sistema de interface cérebro – computador (BCI) que permite controlar uma cadeira de rodas por ondas cerebrais.
  • i-DosePills – Sistema de Dosagem inteligente de medicamentos.
  • Smart-DustBin – Sistema de Recolha de lixo inteligente que pretende revolucionar o processo de recolha, equipando os contentores das cidades com sensores aptos para efetuarem leituras volumétricas, em tempo real, reduzindo os encargos logísticos e otimizando o método de recolha.
  • Aqua Saver – desenvolvimento de um equipamento, que monitorize, em tempo real, o volume de água que despendida no dia-à-dia e em que pontos da casa.

O incentivo à valorização da ciência nas escolas, desde o Ensino Pré-Escolar ao Secundário, através da promoção de projetos inovadores, elaborados por equipas de professores e alunos, confere à Escola o estatuto de espaço ativo, empreendedor e catalisador de competências indispensáveis capazes de motivar e estimular a cooperação de pais, encarregados de educação e demais comunidade.

Os resultados observados são assaz promissores, tendo em consideração os desafios de um futuro exigente com que estes jovens terão de confrontar.


Protótipo SkinIt